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Domus Pactum

Numa época em que as famílias se fragmentam, em que os idosos vão para asilos e os filhos para as escolas, essa família fez o movimento oposto.

São três gerações sob o mesmo teto. Os avós moram junto. Os filhos estudam em casa. E a família só cresce. A mesa de jantar é como o coração da casa: é onde as refeições acontecem e onde o culto doméstico reúne a todos, como o gesto que santifica o lar. Há uma convicção silenciosa nisso. A de que o lar não é só onde se dorme. É onde se aprende, onde se envelhece, onde se transmite o que importa.

Essa casa precisava de uma palavra que fosse à altura de tudo isso: Domus Pactum. O lar como pacto. A casa como aliança entre gerações que escolheram, deliberadamente, viver juntas.